Pés ou O Encontro

Sempre pensei ao andar: esquivar, evitar. Precisava me manter longe, distante. Não sei a razão. Apenas fazia. Talvez, fosse o temor, o recuo implícito em minhas ações, o pensamento pendente do porvir após tocar o chão. Ou, talvez, fosse o simples medo do estado seguinte, da forma que me encontraria quando o incontrolável invadisse meu sacro espaço interno e externo. A sujeira necessária que todos clamamos uma vez ou outra. Talvez, fosse medo. Medo.

Mas sentir é bom. Quebrar barreiras. Estar ali, desprotegido, entregue e vulnerável, a pele tocando e conhecendo o chão, sem temor ou oposição. As armas rendidas frente a natureza e a sensação de paz. 



Créditos: Pixabay


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